No comunicado emitido neste sábado, o governo saudita manifestou sua “mais forte condenação e rejeição completa” às palavras do diplomata americano, classificando-as como irresponsáveis e temerárias. Segundo o texto, as afirmações violam o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e as normas diplomáticas consolidadas.
A nota destaca que os comentários, feitos em entrevista recente, criam precedente perigoso ao virem de um representante oficial dos Estados Unidos, revelando desrespeito pelas relações históricas entre os países da região e Washington. A retórica foi qualificada de extremista, com risco de graves consequências, ameaça à paz e à segurança internacionais, antagonismo entre nações e povos da região e enfraquecimento dos pilares da ordem internacional estabelecida coletivamente para evitar guerras devastadoras.
O reino reiterou sua posição histórica de rejeição a qualquer iniciativa que comprometa a soberania, as fronteiras ou a integridade territorial dos Estados. O comunicado enfatiza que o único caminho para uma paz justa e duradoura passa pelo fim da ocupação e pela implementação da solução de dois Estados, com a criação de um Estado palestino independente nas fronteiras de 1967 e Jerusalém Oriental como capital.
O Ministério saudita cobrou esclarecimentos formais do Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre a posição oficial em relação à retórica do embaixador, afirmando que ela é rejeitada por todas as nações que defendem a paz no mundo.
A declaração foi publicada no site oficial do Ministério das Relações Exteriores (www.mofa.gov.sa) e compartilhada em canais institucionais, incluindo redes sociais, no dia 21 de fevereiro de 2026, correspondente a 04 de Ramadã de 1447 no calendário islâmico.
A reação saudita soma-se a manifestações semelhantes de outros países árabes e organismos regionais, como a Liga Árabe e a Organização para a Cooperação Islâmica, em meio à crescente tensão diplomática na região.
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