Representantes de caminhoneiros autônomos e entidades do setor de transporte de cargas alertaram o governo federal sobre o risco de uma paralisação nacional em razão dos sucessivos aumentos no preço do óleo diesel e da gasolina, impulsionados pela escalada do petróleo no mercado internacional devido ao conflito no Oriente Médio.

O diesel já ultrapassa R$ 8 por litro em várias regiões, com reajustes de até 26% em apenas dez dias em alguns estados do Centro-Oeste e Sudeste. Caminhoneiros afirmam que os aumentos tornaram o frete inviável, especialmente no período de escoamento da safra agrícola, levando muitos a reduzir viagens ou operar com prejuízo.

O alerta foi formalizado em documento enviado ao Palácio do Planalto por associações do setor, dias antes do governo anunciar pacote de medidas, incluindo zeragem de impostos federais sobre o diesel e discussões sobre redução do ICMS estadual. Apesar do anúncio, lideranças relatam que o reajuste posterior da Petrobras anulou parte do alívio prometido, mantendo a insatisfação elevada.

A categoria está dividida. Enquanto alas mais radicais convocam atos regionais — incluindo paralisação de 24 horas em portos importantes —, a maioria das entidades maiores nega indicativo oficial de greve nacional no momento. Elas enfatizam o diálogo com o governo e temem impactos econômicos graves, como desabastecimento e prejuízos à população em ano eleitoral.

Assembleias recentes em terminais portuários sinalizaram possibilidade de paralisação entre 18 e 19 de março, dependendo da resposta governamental. Reivindicações incluem: redução efetiva do ICMS sobre combustíveis, revisão da política de preços da Petrobras, não cobrança de pedágio para caminhões com eixo suspenso sem carga, julgamento da constitucionalidade do piso mínimo do frete pelo STF e fiscalização rigorosa contra práticas abusivas de distribuidoras.

O governo, ciente do risco de caos logístico, antecipou-se com o pacote fiscal, mas especialistas alertam que, sem medidas estruturais de longo prazo, a tensão pode escalar. O mercado financeiro reagiu com alta nos juros futuros diante das especulações sobre greve.

**Conclusão e resumo detalhado**  
Caminhoneiros autônomos e entidades do transporte de cargas alertaram o governo federal sobre o risco de greve nacional devido à alta acelerada dos combustíveis, com diesel superando R$ 8 em várias regiões e reajustes de até 26% em curto período, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio. O alerta antecedeu o pacote governamental de zeragem de impostos federais sobre o diesel, mas lideranças afirmam que o reajuste posterior da Petrobras neutralizou parte do benefício, mantendo a categoria em estado de atenção. Há divisão no setor: alas radicais convocam atos regionais em portos, enquanto entidades majoritárias negam greve nacional oficial, priorizando diálogo e temendo desabastecimento em ano eleitoral. Reivindicações incluem redução do ICMS, mudança na política de preços da Petrobras, piso mínimo do frete e fiscalização contra abusos. A matéria baseia-se exclusivamente em fontes verificadas pela Comunidade Integrada Caruaru 24 Horas, preservando total imparcialidade e destacando que não há confirmação de paralisação nacional até o momento, com foco em negociações em curso.


TRUCK DRIVERS WARN OF NATIONAL STRIKE RISK AMID FUEL PRICE HIKES AND PRESSURE GOVERNMENT FOR EMERGENCY MEASURES

Representatives of independent truck drivers and freight transport sector entities warned the federal government about the risk of a national stoppage due to successive increases in diesel and gasoline prices, driven by the international oil surge amid the Middle East conflict.

Diesel already exceeds R$ 8 per liter in several regions, with adjustments of up to 26% in just ten days in some Midwest and Southeast states. Drivers claim the hikes have made freight unviable, especially during the agricultural harvest outflow period, leading many to reduce trips or operate at a loss.

The warning was formalized in a document sent to the Planalto Palace by sector associations, days before the government announced a package of measures, including zeroing federal taxes on diesel and discussions on reducing state ICMS. Despite the announcement, leaders report that Petrobras' subsequent adjustment canceled part of the promised relief, sustaining dissatisfaction.

The category is divided. While more radical wings call for regional acts — including 24-hour stoppages at major ports —, the majority of larger entities deny any official national strike indication at the moment. They emphasize dialogue with the government and fear severe economic impacts, such as shortages and harm to the population in an election year.

Recent assemblies at port terminals signaled the possibility of a stoppage between March 18 and 19, depending on the government's response. Demands include: effective reduction of ICMS on fuels, review of Petrobras' pricing policy, no toll collection for trucks with suspended axles without cargo, Supreme Court judgment on the constitutionality of the minimum freight floor, and strict oversight against abusive distributor practices.

The government, aware of the logistical chaos risk, anticipated with the fiscal package, but experts warn that without long-term structural measures, tension could escalate. The financial market reacted with rising future interest rates amid strike speculations.

**Conclusion and detailed summary**  
Independent truck drivers and freight transport entities warned the federal government about the risk of a national strike due to the accelerated rise in fuel prices, with diesel exceeding R$ 8 in various regions and adjustments of up to 26% in a short period, driven by the Middle East conflict. The warning preceded the government's package of zeroing federal taxes on diesel, but leaders state that Petrobras' subsequent adjustment neutralized part of the benefit, keeping the category on alert. There is division in the sector: radical wings call for regional acts at ports, while major entities deny official national strike, prioritizing dialogue and fearing shortages in an election year. Demands include ICMS reduction, change in Petrobras pricing policy, minimum freight floor, and oversight against abuses. The article is based exclusively on sources verified by Comunidade Integrada Caruaru 24 Horas, fully preserving impartiality and noting that no national stoppage is confirmed so far, with focus on ongoing negotiations.