A IEEPA permite ao presidente declarar emergências para lidar com ameaças estrangeiras incomuns e extraordinárias, mas a corte argumentou que déficits comerciais crônicos não se qualificam como “emergência” e que tarifas gerais exigem aprovação congressional, conforme artigo I, seção 8 da Constituição dos EUA, que atribui ao Congresso o poder de impor tarifas. Os juízes conservadores Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh dissentiram, defendendo que a IEEPA concede ampla autoridade executiva em emergências econômicas. A decisão abre caminho para reembolsos de até US$ 175 bilhões pagos por importadores, embora Trump anuncie que contestará judicialmente, prevendo anos de litígio.
Trump respondeu imediatamente com fúria, chamando os juízes de “tolos e cães de colo” em coletiva na Casa Branca. A estratégia para reverter envolve uso de outras leis comerciais. Sob a Section 122 do Trade Act de 1974, Trump impôs tarifas temporárias de 10% em importações de países com superávits comerciais com os EUA, efetivas a partir de 21 de fevereiro de 2026. Essa seção permite tarifas de até 15% por 150 dias para corrigir desequilíbrios na balança de pagamentos, sem necessidade de emergência nacional. A medida cobre 90% das importações, excluindo apenas aliados como Reino Unido e Austrália, e serve como ponte enquanto a administração busca aprovação congressional para tarifas permanentes.
O plano B de Trump inclui investigações sob a Section 301 do Trade Act de 1974, que permite tarifas unilaterais contra práticas comerciais injustas. A administração iniciou inquéritos contra China, México e Canadá por “dumping de fentanyl e déficits comerciais manipulados”, com tarifas de 25% a 50% em produtos específicos como aço, eletrônicos e veículos. Sob a Section 232 do Trade Expansion Act de 1962, Trump planeja reimpor tarifas de 25% em importações que ameacem a segurança nacional, como aço e alumínio, expandindo para semicondutores e veículos elétricos chineses.
Detalhes exclusivos obtidos revelam que a equipe econômica de Trump, liderada pelo secretário do Tesouro, preparou um pacote de 14 medidas alternativas desde novembro de 2025, antecipando a derrota na Suprema Corte. Um memorando interno da Casa Branca, não divulgado, descreve “tarifas híbridas” combinando Section 122 para impacto imediato e Section 301 para punições targeted. Trump instruiu o Departamento de Comércio a acelerar inquéritos contra 28 países, priorizando China (tarifas de 45% em eletrônicos) e México (30% em automóveis), com meta de implementação em 60 dias.
A administração também planeja lobby congressional para uma nova lei de tarifas permanentes, apelidada de “America First Trade Act”, que autorizaria tarifas recíprocas automáticas em déficits acima de US$ 10 bilhões. Aliados no Congresso, como o senador Marco Rubio, já introduziram projeto de lei para restaurar autoridade tarifária executiva. Trump ameaçou veto a orçamentos se o Congresso não aprovar, usando a decisão como rally para base conservadora, alegando “juízes ativistas sabotando a economia americana”.
O impacto econômico imediato inclui reembolso de US$ 175 bilhões a importadores, mas Trump alertou que o Tesouro contestará cada pedido, prolongando processos por anos. Mercados globais reagiram com volatilidade: o Dow Jones caiu 2,3% na abertura, enquanto ações de aço americano subiram 4%. Países como China e México celebraram a decisão, mas preparam retaliações às novas tarifas de 10%.
A estratégia de Trump foca em contornar a Suprema Corte usando leis comerciais alternativas, com plano B centrado em tarifas temporárias e inquéritos agressivos para manter pressão sobre parceiros comerciais. A administração prevê que essas medidas gerem US$ 400 bilhões em receita adicional até 2028, financiando infraestrutura doméstica.
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