Um grupo de ministros do Supremo Tribunal Federal demonstrou irritação com as declarações públicas feitas pelo presidente da Corte, Edson Fachin, nesta terça-feira, 31 de março de 2026. As falas do ministro sobre erros de juízes, a necessidade de um código de ética mais rigoroso e a possibilidade de encerramento do inquérito das fake news geraram desconforto interno, com relatos de que ao menos cinco ministros passaram a reagir de forma coordenada às iniciativas de Fachin.


Fachin defendeu que juízes erram e devem responder pelos erros, reforçou a importância de um código de conduta para o tribunal e mencionou conversas com o ministro Alexandre de Moraes sobre o fim do inquérito das fake news. Para parte dos colegas, essas manifestações expõem indevidamente dilemas internos do STF, constrangem a Corte publicamente e enfraquecem a colegialidade.


Reservadamente, ministros avaliam que o Supremo enfrenta uma crise de credibilidade agravada por investigações recentes, como as relacionadas ao Banco Master. Alguns chegam a afirmar que o presidente da Corte está “desmoralizado”, pois estaria mais preocupado com sua própria imagem e legado ético do que com a unidade institucional necessária para enfrentar o ano eleitoral de 2026.


Do ponto de vista jurídico, o presidente do STF exerce função administrativa e de representação, mas não possui poder hierárquico sobre os demais ministros. As decisões do tribunal são colegiadas, e cada ministro mantém independência funcional plena, conforme o artigo 95 da Constituição Federal, que garante a vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio dos magistrados. O Regimento Interno do STF prevê que o presidente coordena os trabalhos, mas não impõe sua agenda pessoal sem consenso.


A irritação revelada nos bastidores não configura infração disciplinar, mas evidencia tensão institucional. O Código de Conduta da Magistratura Nacional recomenda que os juízes evitem manifestações que possam comprometer a imagem do Poder Judiciário ou gerar divisionismo. Por outro lado, a liberdade de expressão de ministros é protegida pela Constituição, desde que não viole deveres funcionais.


Até o momento, não há registro de medida formal contra Fachin ou de pedido de afastamento da presidência. O mandato de Fachin à frente do STF segue as regras regimentais. A crise interna ocorre em contexto de desgaste externo da Corte, agravado por investigações recentes e polarização política.


Especialistas em Direito Constitucional observam que divergências entre ministros são comuns em tribunais superiores, mas a exposição pública de irritação pode afetar a percepção de unidade e credibilidade do STF perante a sociedade. O episódio reforça a necessidade de diálogo interno para preservar a colegialidade, princípio fundamental para o funcionamento harmônico da Corte.

Até o fechamento desta matéria, o presidente Edson Fachin não se manifestou sobre as críticas reservadas de seus pares.

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Group of STF Ministers Express Irritation with Edson Fachin's Statements and Assess Court Presidency as Demoralized


A group of Supreme Federal Court ministers expressed irritation with the public statements made by the Court's president, Edson Fachin, on Tuesday, March 31, 2026. The minister's remarks on judges' errors, the need for a stricter code of ethics, and the possibility of closing the fake news inquiry generated internal discomfort, with reports that at least five ministers have begun to react in a coordinated manner to Fachin's initiatives.


Fachin defended that judges make mistakes and must answer for them, reinforced the importance of a code of conduct for the court, and mentioned conversations with Minister Alexandre de Moraes about ending the fake news inquiry. For some colleagues, these manifestations unduly expose the STF's internal dilemmas, publicly embarrass the Court, and weaken collegiality.


Privately, ministers assess that the Supreme Court is facing a credibility crisis aggravated by recent investigations, such as those related to Banco Master. Some even claim that the Court's president is “demoralized,” as he would be more concerned with his own image and ethical legacy than with the institutional unity needed to face the 2026 election year.


From a legal standpoint, the STF president exercises administrative and representative functions but has no hierarchical power over the other ministers. The Court's decisions are collegiate, and each minister maintains full functional independence, as provided in Article 95 of the Federal Constitution, which guarantees life tenure, irremovability, and irreducibility of compensation for magistrates. The STF's Internal Regulations provide that the president coordinates the work but does not impose his personal agenda without consensus.


The irritation revealed behind the scenes does not constitute a disciplinary offense but evidences institutional tension. The National Magistracy Code of Conduct recommends that judges avoid statements that could compromise the image of the Judiciary or generate division. On the other hand, ministers' freedom of expression is protected by the Constitution, as long as it does not violate functional duties.


To date, there is no formal measure against Fachin or a request for removal from the presidency. Fachin's term at the head of the STF follows regimental rules. The internal crisis occurs in the context of the Court's external wear, aggravated by recent investigations and political polarization.


Constitutional law experts observe that divergences among ministers are common in superior courts, but the public exposure of irritation may affect the perception of unity and credibility of the STF before society. The episode reinforces the need for internal dialogue to preserve collegiality, a fundamental principle for the harmonious functioning of the Court.


As of the closing of this article, President Edson Fachin has not commented on the private criticisms from his peers.


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