O escândalo do Banco Master, com a liquidação do banco em novembro de 2025 e o rombo estimado entre R$ 12 e R$ 17 bilhões, ganhou projeção global como um dos maiores casos de fraude financeira no Brasil desde a Lava Jato. A imprensa internacional destaca conexões entre o controlador Daniel Vorcaro, juízes do STF como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, políticos de diversos partidos e instituições financeiras, questionando a independência judicial e a estabilidade econômica do país. A cobertura enfatiza o impacto em investidores, fundos de pensão e a confiança no sistema bancário brasileiro, com comparações a escândalos passados que expuseram corrupção em larga escala.
France 24 – Título original: "The banking fraud scandal rattling Brazil's elite" (Tradução: O escândalo de fraude bancária que abala a elite do Brasil). Publicado em 6 de fevereiro de 2026, o artigo descreve o colapso do Banco Master como uma fraude que gripa a mídia local em um país ainda sensível ao Lava Jato, operação que expôs corrupção entre 2014 e 2021. A reportagem detalha a prisão de Vorcaro por fraude de bilhões, links com juízes do STF, viagem de jato privado de Toffoli com advogado do Master para a final da Copa Libertadores de 2025 no Peru e reunião de Moraes com o diretor do Banco Central sobre o caso meses antes do colapso. France 24 destaca que o escândalo atinge a elite política e judicial, criando clima de desconfiança em ano pré-eleitoral, e menciona o contrato multimilionário da firma da esposa de Moraes com o banco.
RFI – Título original: "The banking fraud scandal rattling Brazil's elite" (Tradução: O escândalo de fraude bancária que abala a elite do Brasil). Reproduzido em 6 de fevereiro de 2026 em francês e português, o texto repete a narrativa de uma fraude que expõe relações entre banqueiros, juízes e políticos. RFI reforça que o caso envolve venda suspeita de resort na Bahia, prisão de Vorcaro e conexões com elites, comparando ao Lava Jato. A agência francesa enfatiza a saída de Toffoli da relatoria como tentativa de mitigar crise institucional, mas observa que a preservação de atos anteriores gerou críticas de organizações de transparência como a Transparency International.
Reuters – Título original: "Brazil Supreme Court's Toffoli steps aside from Banco Master case" (Tradução: Ministro do Supremo Tribunal do Brasil Toffoli se afasta do caso Banco Master). Publicado em 12 de fevereiro de 2026, o artigo relata a saída de Toffoli da relatoria após relatório da PF de 87 páginas revelar pagamentos e laços com Vorcaro, que o ministro nega. Reuters nota que o STF emitiu declaração defendendo Toffoli, afirmando ausência de elementos concretos para suspeição, mas reconhece que a saída voluntária evita anulação de atos judiciais. A agência compara o Master a casos menores que o Lava Jato, mas alerta que o impacto no Fundo Garantidor de Créditos pode chegar a dezenas de bilhões de reais, afetando a confiança de investidores estrangeiros no sistema financeiro brasileiro.
Bloomberg – Título original: "Banco Master Fraud: Daniel Vorcaro's Most Powerful Brazil Connections" (Tradução: Fraude do Banco Master: As Conexões Mais Poderosas de Daniel Vorcaro no Brasil). Publicado em 29 de janeiro de 2026, o artigo apresenta um gráfico interativo mapeando relações de Vorcaro com Lula, Bolsonaro, Ciro Nogueira, Claudio Castro, Ibaneis Rocha, Rui Costa, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Bloomberg detalha alegações de fraudes em créditos fictícios, crimes ambientais, exploração de pensionistas e links com crime organizado. A reportagem estima custo de até R$ 55 bilhões ao Fundo Garantidor e compara o caso ao Lava Jato como o maior golpe financeiro desde 2014. O texto menciona o contrato de US$ 28 milhões da firma da esposa de Moraes com o Master e a viagem de jato de Toffoli com advogado do banco para o Peru.
The Economist – Título original: "The collapse of a Brazilian bank ensnares politicians and judges" (Tradução: O colapso de um banco brasileiro envolve políticos e juízes). Publicado em 22 de janeiro de 2026, o artigo descreve Vorcaro como banqueiro que cultivava laços com a elite política e judicial, incluindo o Centrão e ministros do STF. The Economist destaca que o escândalo ameaça a estabilidade do sistema bancário brasileiro e revive memórias do Lava Jato, com corrupção que transcende ideologias. A revista britânica observa que o caso ocorre em momento de polarização política, com risco de instrumentalização por oposição e governo.
Valor International – Título original: "Banco Master case may include new hearings in January" (Tradução: Caso Banco Master pode incluir novas audiências em janeiro). Publicado em 2 de janeiro de 2026, o artigo relata que após depoimentos de Vorcaro e Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB), a PF e a PGR aprofundam investigação sobre fraude na venda de títulos, envolvendo R$ 12,2 bilhões em operações irregulares nos primeiros cinco meses de 2025. Valor International menciona que fundos de pensão públicos enfrentam regras mais rígidas após o escândalo, e compara o Master a casos de corrupção que expõem vulnerabilidades no sistema financeiro.
The Rio Times – Título original: "Latin American Pulse for Saturday, February 14, 2026" (Tradução: Pulso Latino-Americano para sábado, 14 de fevereiro de 2026). Publicado em 14 de fevereiro de 2026, o artigo descreve o escândalo como envolvimento de todos os três poderes, com dois juízes do STF, governadores e um ex-ministro de Lula implicados. The Rio Times estima prejuízos de R$ 40 bilhões e 1,6 milhão de credores afetados, comparando ao Lava Jato e notando o pior score do Brasil na Transparency International (35/100) em 2025.
Reuters (segundo artigo) – Título original: "Brazil police serve warrants on businessmen in Banco Master probe" (Tradução: Polícia do Brasil cumpre mandados contra empresários na investigação do Banco Master). Publicado em 14 de janeiro de 2026, o texto relata buscas e apreensões contra Vorcaro e Nelson Tanure, investigando organização criminal, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Reuters menciona que o ministro da Fazenda Fernando Haddad chamou o caso de "maior fraude bancária da história do país".
The Brazilian Report (post no Instagram) – Título original: "It's starting to hit the fan Since taking charge of the investigation into Banco Master" (Tradução: Está começando a feder: Desde que assumiu a investigação do Banco Master). Publicado em fevereiro de 2026, o post descreve críticas à condução de Toffoli, com tentativas de restringir o escopo, impor sigilo e limitar depoimentos. The Brazilian Report menciona saída do advogado Walfrido Warde em 11 de fevereiro, alimentando especulações de delação.
Hotspotorlando News (post no Instagram) – Título original: "When Justice Meets Controversy: The Banco Master Scandal" (Tradução: Quando a Justiça Encontra a Controvérsia: O Escândalo do Banco Master). Publicado em fevereiro de 2026, o post classifica o caso como "crony socialism" e "judicial overreach", com o STF envolvido em proteção de aliados. Hotspotorlando News liga o Master a corrupção sistêmica e expõe fragilidades institucionais brasileiras.
Posts no X (Twitter): Vários usuários comentam o caso, como Tiago BOB destacando corrupção no STF, Michel Fernandes repetindo que o desvio no Master supera US$ 10 bilhões, William Alves chamando a saída de Toffoli de evasão de exposição, Hiago criticando como "bullshit" uma proposta de reserva de Bitcoin no Brasil em meio ao escândalo, e outros ligando a corrupção ao governo Lula.
A cobertura internacional retrata o Banco Master como um novo capítulo da corrupção de elite no Brasil, com foco em conexões judiciais e políticas. A maioria compara ao Lava Jato, alerta para riscos ao sistema financeiro e questiona a independência institucional, com implicações para a imagem do país como destino de investimentos.